FALTA MAIS ALGUMA COISA?



Um importante fator de estímulo à imigração é a afinidade com elementos xenoculturais ou com a qualidade de vida do país receptor, geralmente colonizador ou superpotência. Observamos uma presença cada vez mais intensa desses elementos no Brasil, assim como o aumento de oportunidade e facilidade de acesso a esses elementos e riqueza material. Possivelmente isso reflita uma política oficial de contenção imigracional. Observa-se hoje um verdadeiro contra-êxodo, com pessoas que imigraram para os EUA tentando reaver sua cidadania brasileira e contra-imigrar. A explicação reside no fato de que o empreendedorismo nos EUA está morto e os mercados estão saturados e alguém “not born in the USA” só consegue subemprego, ou no máximo, constituir empresas de prestação de serviços que aglutinam… outros subempregados com menos sorte.

Mas animem-se. Somos hoje quase tão americanos quanto os próprios americanos. Temos picapes V8, temos Bigfoot Rods, temos Goodyear Blimp, temos usina nuclear, temos até Fórmula Indy! Já temos quase tudo que os EUA têm, agora temos até um massacre em escola que já recebeu a alcunha midiática de “Columbine brasileiro”!

Falta mais alguma coisa?

O “happening” jornalístico protagonizado pela tragédia escancarou a oportunidade para que “defensores do desarmamento” “protetores da inocência e da pureza infanto-juvenil” e outros pífios pseudopacifistas de plantão e  fascistóides hipócritas profissionais em geral deitassem falatórios a respeito de como o mundo seria melhor, se não existisse a apologia ao crime movida, segundo eles, pelos jogos em primeira pessoa e pela “imoralidade” promovida pela internet. A solução apontada por eles seria proibir todos os jogos eletrônicos e tirar a internet do ar completamente. Apenas para, se tais medidas fossem adotadas, assistirem impassíveis ao próximo massacre ser cometido por alguém que jamais sequer se aproximou de um computador em toda sua vida.

E quanto a controle de armas, nem vem, fio. É hipocrisia pura e tentativa de tapar o Sol com peneira. Bandido não adere a essas campanhas. Campanha de desarmamento e “Sou Da Paz” só vale pra quem acredita em Papai Noel e na Fadinha do Dente. Se proibissem TOTALMENTE a fabricação e a venda de armas, bastaria simplesmente cruzar a Ponte da Amizade pra ter acesso ao que há de mais avançado e que equipa as polícias e as forças armadas de Israel e dos EUA, além dos mais bem constituídos grupos terroristas e milícias do mundo e 50 Reais a mais no bolso pra subornar a polícia brasileira.

Numa hipótese fantasista de que uma instância sobrenatural qualquer tivesse feito desaparecer TODAS as armas de fogo do mundo antes do fato, o massacre – que já recebeu a alcunha de “Columbine brasileiro” – teria acontecido sem qualquer modificação, exceto pelo fato de ter sido levado a cabo por meio de espadas Ninja. E se estas também desaparecessem, teria acontecido a poder de machete. Desaparecessem estes, o assassino se valeria de porretes. Desaparecendo estes por sua vez, o assassino empregaria técnicas marciais.

Lembrando trechos do teor da carta deixada pelo assassino do Rio, paira ainda alguma dúvida na mente do leitor, que conteste o fato de que tais massacres, tanto os cometidos lá como o daqui, fazem parte de uma bem-articulada estratégia terrorista insuflada por grupos ultraradicais de fundamentação religiosa?

Entretanto, o instinto assassino analisado isoladamente, é um elemento fundamental de autoperpetuação e sobrepujança individual e grupal primal e está profundamente recordado no DNA da espécie humana e programado nos engramas talâmicos. Suponho que nem mesmo uma lobotomização em massa seria capaz de erradicar esse caráter das populações.

Citando brevemente A. Einstein: “Não sei como será a terceira guerra mundial, mas a quarta tenho certeza que será a pau e pedra.”

Crianças, permitam-me citar agora citar Publius Flavius Vegetius Renatus e Sun Tzu, que afirmaram categoricamente: “Si vis pacem, para bellum”, ou seja, “se queres a paz, prepara-te para a guerra”.

Neste ponto, indico ainda o artigo de Olavo de Carvalho o que parece ser muito oportuno na atual situação:

http://www.olavodecarvalho.org/semana/070423dc.html

e acrescento que agora, os “sitting ducks” também somos nós.

Para descontrair (?) assista

http://www.youtube.com/watch?v=SvqoF-uhQnQ

Welcome to the human race. Get used to it.

Good thing I’m not human.

KDF


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1 Comment

  1. peraí, “estratégia terrorista insuflada por grupos ultraradicais de fundamentação religiosa”, eu acho que não. não precisa. não precisa ser ultraradical. qualquer assembléia de deus pode fazer um belo estrago na cabeça de um babaca. tem sim, uma questão de repressão sexual muito forte. porra, impuros? o que que ele lia além da bíblia, álvares de azevedo? só pode ser, pra escrever daquele jeito. o moço era um ultra-romântico, isso sim. e a gente quer importar tudo, quer ser igual aos fodões, tá aí.
    eu só fico pensando, de verdade, que não importa muito se o cara se suicidou ou se foi suicidado, eu faria o mesmo no lugar do policial. o problema é que, tendo sido suicidado, foi muito egoísmo. por que o cara tinha que morrer pela mão de todo mundo que tivesse vontade de matá-lo. pensei em apedrejamento, empalamento, fatiamento. que coisa feia de se dizer, não é? mas eu estou pensando como se fosse com o meu filho. e tinha que ser uma punição exemplar, de destroçar os membros do cara e fincar cada parte num poste nos quatro cantos da cidade, que é pra ninguém se atrever a fazer igual. uma coisa assim meio tiradentes. o problema é que nem isso funciona mais, a gente vê toda hora corpos destroçados e poças de sangue no chão. a gente perdeu a noção de horror.


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