OS NEO-PRIVILEGIADOS

Seguinte, hipócritas adeptos de chavões prefabricados, desprovidos de opinião própria, entrolhados, obnubilados e à mercê do “efeito manada” e usuários contumazes de rótulos indeterminados de uso geral como “neofascista” já me deram block hoje no Facebook porque não conseguiram responder às minhas questões, suscitadas por esta charge.

Vamos brincar de vestibular?

QUESTÃO 9837298670982 – Baseando-se unicamente nos seguintes   F A T O S:

1) Os animais domésticos são dependentes dos seres humanos para seu sustento, portanto, a premissa da charge é falaciosa.

2) Os seres humanos são capazes de gerar o próprio sustento, capacidade que integra a própria dignidade e a auto-estima  humanas.

3) A maioria esmagadora dos seres humanos “carentes” ou “abandonados” possuem dois braços, duas pernas e uma cabeça, são iguaizinhos a cada um de nós que se sustenta, e portanto, em tese, são capazes de gerar o próprio sustento.

Responda:

como legitimar a existência de uma categoria de pessoas que se autoproclamam tão especiais, os “carentes profissionais” que conseguem viver folgadamente explorando a caridade e o assistencialismo, sustentando seus vícios e ainda conseguindo convencer a todos de que são realmente especiais e portanto possuem o direito inalienável e inquestionável de serem sustentados por todos os demais?

Fica em aberto a questão.

Menos assistencialismo, paternalismo, pieguice, vagabundagem e exploração da boa fé.

Mais atitude, mais vergonha na cara, mais independência, mais dignidade.

Não à SOLIDARIEDADE HIPÓCRITA PARA DESENCARGO DE CONSCIÊNCIA que se resume a doar UMA SOPA (LAVAGEM) RALA E FRIA e ROUPA VELHA E MOFADA pelas esquinas.

SIM À VERDADEIRA SOLIDARIEDADE, que consiste em APOIAR, RESGATAR E CAPACITAR A PESSOA A SE AUTOSUSTENTAR, A SE RESSOCIALIZAR E SE TORNAR ECONOMICAMENTE ATIVA, VALORIZANDO E AJUDANDO A EFETIVAR SEUS POTENCIAIS, CONCRETIZAR SUAS INICIATIVAS E A REALIZAR SEUS SONHOS.

Se existe uma frase sábia na Bíblia, esta é: “não dê o peixe, ensine a pescar.”

Fica uma última questão:

o que é mais fascista: manifestar a própria opinião, ou segregar pessoas por não admitir que manifestem a própria opinião?

Responde aí, Raphael Tsavkko Garcia.

 

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10 Comments

  1. Sagaz. Bom texto.
    MAS: “SIM À VERDADEIRA SOLIDARIEDADE, que consiste em APOIAR, RESGATAR E CAPACITAR A PESSOA A SE AUTOSUSTENTAR, A SE RESSOCIALIZAR E SE TORNAR ECONOMICAMENTE ATIVA, VALORIZANDO E AJUDANDO A EFETIVAR SEUS POTENCIAIS, CONCRETIZAR SUAS INICIATIVAS E A REALIZAR SEUS SONHOS.”

    COMO?????????????? QUAIS SÃO OS MEIOS????????

    • Os meios seriam: a criação de uma estrutura de serviço público (inexistente atualmente) voltada para a ressocialização com base na recapacitação, tratamento e acompanhamento do ISR (indivíduo em Situação de Rua) uma vez que, em virtude da supressão da estrutura manicomial no Brasil, a totalidade dessa população é composta por pacientes psiquiátricos em diversos graus de gravidade patológica, A quaL, na ausência desta referida estrutura, É rapidamente cooptados pelas drogas. A política pública de ressocialização é uma oferta que deveria ser dever de Estado.

      KDF

      • Repostando texto corrigido e adendado, pois havia sido escrito às pressas, negligenciando alguns aspectos ortográficos e gramáticos:

        “O meio seria: a criação de uma estrutura de serviço público (inexistente atualmente) voltada para a ressocialização com base na recapacitação, tratamento e acompanhamento do ISR (Indivíduo em Situação de Rua) uma vez que, em virtude da supressão da estrutura manicomial no Brasil, a totalidade dessa população é composta por pacientes psiquiátricos em diversos graus de gravidade patológica; população que, na ausência desta referida estrutura, É rapidamente cooptada pelas drogas. A política pública de ressocialização é uma oferta que deveria ser dever de Estado, tendo em vista que a esmagadora maioria das iniciativas privadas voltadas para a questão é associada a movimentos religiosos e filosóficos de caráter meramente caritativo. ‘A caridade subtrai a dignidade humana, sujeitando o indivíduo à dependência’ © 2012 KDF “Frases do Milênio” todos os direitos reservados.”

        KDF

      • Poxa, eu entendi a ideia… mas esses meios não existem então, e isso faz com que o texto todo, apesar de ser bom, perca sua ‘validade de eficácia’.
        Se não dá pra fazer grande coisa, não é melhor fazer uma coisa qualquer do que nada?

      • “Sua consideração é frívola e fútil, porque parte de uma atitude preguiçosa. Se ‘esses meios não existem’, você não se move, portanto sequer tropeça na colossal e óbvia alternativa de criá-los! E assim você acaba de se autointronizar gloriosamente no rol das pessoas obtusas e míopes que desqualificam uma idéia, texto ou opinião simplesmente porque não satisfazem as suas arbitrárias e indolentes condições de ‘validade de eficácia’.” Observe que digo isso entre aspas, por se tratar de uma situação sua sujeita a alterações, dependendo da quantidade de informação de que você dispõe sobre a questão. E se “esses meios não existem”, por que não criá-los, não é mesmo? Mas melhor é fazer mal algum do que meio mal.

        O caritativismo renega a igualdade entre os seres humanos e priva o indivíduo de sua dignidade natural, tornando-o escravo e dependente dos outros para seu sustento. A caridade apenas satisfaz a vaidade e o anseio de superioridade daquele que doa, unicamente para se sentir superior a quem recebe e benemérito. É uma satisfação íntima perversa. Leia Byakudo Moyu de Kentetsu Takamori e a questão ficará esclarecida.

      • “Today is different, and tomorrow the same
        It’s hard to take the world the way that it came
        Too many rapids keep us sweeping along
        Too many captains keep on steering us wrong
        It’s hard to take the heat, it’s hard to lay blame
        To fight the fire while we’re feeding the flames”
        Second Nature, Rush

      • Assim como progressivo em geral, das antigas, como Triumvirat, Genesis, Rick Wakeman e Yes – embora existam bandas mais recentes, como o extraordinário Dream Theatre e seu excelente Systematic Chaos, que recomendo – também curto Rush. Meus álbuns favoritos são “Hold Your Fire” e “The Spirit Of Radio: Greatest Hits 1974-1987” mas os melhores álbuns na minha opinião são “Farewell to Kings” e “Hemispheres” e um colega me trouxe uma edição americana de “Roll The Bones” com 3 faixas bônus inéditas, te empresto pra ouvir qualquer dia…

      • Pois então estamos juntos na frivolidade e futilidade! rs.
        Eu gostei do seu texto e concordo com o conteúdo, e concordo também com os seus comentários. Penso da mesma maneira que você.
        Eu comentei justamente porque achei que você soubesse ‘os meios’ de fazer isso, como sugerido. Não desqualifiquei o texto, foi muito pelo contrário.
        O meio mais válido e inclusive que você citou como resposta seriam todos atribuídos a cargo do Estado. De fato isso é dever do Estado mesmo, mas não é algo que aconteça. Então o que nós poderíamos fazer pra contribuir com a capacitação de pessoas que moram nas ruas e afins? Era esse tipo de resposta que eu esperava. E também não fiz a pergunta como uma crítica ou com a pretensão de que pra refletir sobre um assunto deva existir uma solução. Só achei que você tivesse alguma pela maneira que está escrito o texto, e eu usaria isso pra minha vida. Quem sabe até me engajaria em um projeto desses, me interesso muito por isso.
        E sim, concordo, todo altruísmo é egoísta. Uma frase que eu gosto muito também é assim: Arranhe um altruísta e veja um hipócrita sangrar. Mas vou aceitar a sugestão de leitura, ‘brigada!
        Já assistiu Dogville? Tem um pouco dessa temática também.

      • E na verdade tenho a resposta que você acreditou que eu teria.

        Mas a efetivação dessa resposta dependeria de uma grande dose de engajamento humanitário e social individual, mas acontece que, com exceção de alguns raríssimos altruístas, a esmagadora maioria dos seres humanos “bons cidadãos, bam-ajustados, socialmente aceitos e cumpridores de seus deveres morais, familiares e sociais” não está preparada para, e jamais se disporia a fazê-lo, por egoísmo, arrogância, ou sob a desculpa de que “já tenho problemas demais para ajudar a resolver os dos outros” ou por pura e simples falta de tempo mesmo, pois essa maioria passa uma média de 6 horas totais presa no trânsito das grandes metrópoles e sequer têm tempo – ou iniciativa – para se dedicar à melhoria da própria qualidade de vida, preenchendo-a apenas com mesquinhas indulgências de consumo, “chupetas” de satisfação sensorial e material, que para essa maioria, justificam sua existência e se consolidam em substituição à realização: o 1.0 Flex pago em 180 meses, a cerveja, o cigarro, a cafungada de cada dia, e vamos descendo até o chão e bebendo até cair e tchu-tchá-tchá tchu-tchu-tchá.

        Por último, não devemos dissociar a iniciativa privada do dever do poder público, as PPPs estão aí, é um botão que falta ser apertado no sentido de enfrentar essa questão.

        Adoro argumentar com pessoas coerentes que pensam de forma clara.

  2. Em tempo, agradecendo elogios.

    KDF


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