APENAS MAIS UMA GHOST BIKE

Outra ciclista morreu atropelada por ônibus em SP, desta vez próximo à rua Pamplona, às 6h desta manhã. Neste instante seu corpo ainda peranece no local, aguardando periciamento.

Outra Márcia Prado. Outra mártir. Outra ghost bike. Outro comentário infeliz de um radialista da Jovem Pan, por nome, Oliveira Júnior: “As pessoas insistem em aderir a essa moda de circular de bicicleta, numa avenida onde não existe ciclofaixa e portanto não há condições de trafegar com ese tipo de veículo”. E prossegue, em nova intervenção: “O uso da bicicleta deve ficar restrito ao lazer, porque não estamos em Madrid, nem em Amsterdam e a topografia da cidade não favorece o uso da bicicleta.” Como se a topografia da Av. Paulista tivesse sido a responsável pelo acidente.

As pessoas insistem. Em viver, numa cidade projetada para máquinas. Insistem em se expor à morte e a considerações obtusas. Insistem em transgredir atitudes retrógradas. E vão continuar insistindo. Com o preço da própria vida, mas insistindo.

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