A VERDADEIRA ELITE PRIVILEGIADA

 


Você sabe o que é COITADISMO?

COITADISMO é uma doutrina social invisível, praticamente oculta, embora onipresente.

 

Você, seu vizinho, todos enfim, estão inconscientes quanto à sua abrangência e potencial, diria eu até, quanto à sua existência.

 

Essa doutrina atualmente polariza e manipula a sociedade, não apenas a brasileira, mas toda a organização social do mundo civilizado. É uma doutrina derivada do caritativismo fomentado durante séculos pelas religiões e, mais notadamente, pela ICAR.

É a doutrina geradora do “carente profissional”; ela prega que todo aquele que se declara carente adquire automaticamente prerrogativas supra-sociais e o direito a possuir e desfrutar de tudo aquilo que os membros da sociedade que trabalham e produzem – e portanto portam intrinsecamente a culpa social pela desgraça dos despossuídos, segundo o caritativismo – possuem e desfrutam, com ainda maior abundância e disponibilidade, imediata e gratuitamente e, como fator de justiça social, às custas dos primeiros laboriosos provedores.

Tadinhos dos carentes e desfavorecidos, né?

A tal “redistribuição de renda” segundo o coitadismo, funciona assim: quem não produz nada, tem o direito de ganhar e ter o mesmo que ganha e tem aquele que produz, só que DE GRAÇA E SEM QUALQUER ESFORÇO além da iniciativa reivindicatória. Ou seja, quem trabalha tem que trabalhar mais, pra contribuir solidariamente com aqueles que não trabalham, assim estes JAMAIS precisarão trabalhar!

Brilhante, não?

 

O coitadismo é doutrina conveniente às esquerdas (sempre) demagógicas e por estas adotada, originadora do maior e mais impávido programa de compra de votos de que se tem notícia em toda a história da humanidade, o BOLSA-FAMÍLIA.

É uma classe privilegiada essa, a dos “carentes profissionais”. E truculenta! Tem a sociedade inteira feita de refém: “ou nos dão o que queremos, ou ficamos violentos!”

A “desigualdade” é fruto da VAGABUNDAGEM. Quer ter? Então se esforce. Ainda mais num Brasil em que até cocô de pomba em tampinha de cerveja vende.

 

Tá cheio de história por aí – e eu conheço alguns – empresários, hoje milionários, que já até dormiram na rua. E subiram na vida sem ajuda de ninguém.

Questão de Í N D O L E   e   C A R Á T E R.

Não compartilho de maneira nenhuma da desatualizada visão estereotipada de luta de classes, manipulada pelos militantes defensores do coitadismo que,  orientados por interesses partidários ou pessoais, se esforçam para ocultar o fato de estarmos num país onde o empreendedorismo é estimulado, independentemente de origem social e étnica, formação acadêmica, disponibilidade de capital e outros fatores, país onde leva-se menos de meia hora para se tornar um microempreendedor individual.

Defensores do coitadismo são o segmento politicamente ativo de uma maioria esmagadora que postula que vagabundo tem que ser tratado a pão-de-ló, maioria que inclui estes próprios defensores, pois no final, eles também mamarão fartamente nas tetas disponibilizadas pela Mãe-Estado.

O coitadismo é um grande arcabouço de estereótipos obstrutivos ao desenvolvimento, erigido para obnubilar toda uma sociedade e escravizar o “carente profissional” à sua própria dependência da caridade, subtraindo-lhe assim a independência e portanto, a dignidade humana, em nome da sanha reivindicatória e da safadeza. Afinal, quem não chora, não mama.

 

O coitadismo abriga uma macroeconomia à parte e possui a derradeira e verdadeira face da exploração do semelhante sintetizada na máxima Hobbesiana “o homem é o lobo do homem”; é uma instituição repleta de falácias muito em voga e às quais se recorre como argumento pronto para servir, entre as quais temos a recente: “o Brasil é o país mais lento entre os “Brics” para se abrir empresa”.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1048848-brasil-e-o-pais-mais-lento-entre-os-brics-para-se-abrir-empresa.shtml .

Em passant: afirmo que é mentira, pois levei apenas 22’30” para legalizar ONLINE e com displicente tranquilidade, minha atual iniciativa empresarial, que, mal foi legalizada, já viralizou e está tendo que nadar de escafandro em consultas e pedidos de clientes, antes mesmo de ser divulgada ou de disponibilizar seu site.

Quem quer trabalhar sempre acha o que fazer pra ganhar a vida. E desgraçadamente, aqueles que não querem, encontram mais amparo institucional, integração social, incentivo, solidariedade e portanto, maior expressão política do que os primeiros e ainda são promovidos pelo coitadismo institucionalizado, para viverem às custas destes.

 

Abraços, mas ainda tá cedo.

KDF

THE TIMES THEY ARE A-CHANGIN’

Há 50 anos nesta data, alguém explodia os miolos de JFK durante uma carreata em Dallas, pondo a culpa num conferente de estoque.

Hoje a conspiração é pra lá de manjada. Lyndon Johnson e a grande famiglia. Na época, surpresa para o mundo inteiro, o fato.

Mas surpresa boa mesmo aqui no Brasil era a das “caixinhas de surpresa” que vinham com uma porcaria qualquer dentro. Custavam 10 centavos de Cruzeiro.

Do lado de fora, nenhuma marca ou identificação. Produto artesanal? Corre a lenda que, já na época, eram manufaturadas por detentos e/ou, que seria uma atividade paralela das organizações ilegais que também dominavam o jogo do bicho e que a venda de tais artefatos era compulsória para vários comerciantes, como uma forma de “demarcação territorial” por parte das organizações, servindo como via de penetração para futuros produtos nem tão inofensivos.

Eram caixas padronizadas. decoradas com páginas de revistas velhas coladas: “O Cruzeiro”, “InterValo”, “Revista da TV”, “Manchete”, “Realidade”. Do mesmo tamanho das caixas de fósforos marca “Guarany”, aqueles maiores, tipo fósforo americano, só que não riscavam em qualquer lugar. Um pedacinho de fita adesiva que na época chamavam de Durex® impedia que a caixa se abrisse.

Dentro, a incógnita, que poderia ser desde um ridículo anelzinho de plástico com gema cor-de-rosa, um apito, uma miniaturinha de moto feita de chumbo, que apesar de incrivelmente bem detalhada e ter embaixo a inscrição “made in Hong Kong”, servia pra envenenar a molecada desde cedo com metais pesados, um quebra-cabeça daqueles de duas peças de arame que se encaixam depois nunca mais se separam, uma estrela de xerife, um pirulito de morango meio melado dentro da embalagem com o palito quebrado no meio pra caber na caixinha, um tosco carrinho de Fórmula 1 modelo “charutinho”, também de chumbo e grosseiramente pintado, uma meia dúzia de estalos de salão, ou até uma figurinha de craque de futebol. Nunca saía uma do Pelé. Além de insondáveis outras quinquilharias que eu jamais encontrei.

Foi no século passado, ou seja, a grosso modo, há cem anos. Eu estava lá.

Yeah, well. Mas hoje tem Kinder Ovo, a caixinha de surpresa comestível, que além de estimular a curiosidade e a psicomotricidade, pois geralmente os brinquedos que vem precisam ser montados, também estimulam a obesidade mórbida infantil, com suas 114 kcal dos 55% de carboidratos por unidade, com 36% de gordura pura e quatro gramas de Sódio, duas vezes a dose máxima diária para um adulto de peso corporal médio, formando hoje o vasculopata hipertenso de daqui a pouco.

As máfias mudam, os danos aumentam, mas a surpresa continuou a mesma.

No surprise, after all. It’s evolution, baby.

 

GERAÇÃO TCHU-TCHÁ

O privilegiado segmento quase-semi-autoconsciente que suspeita da mídia de massa e que procura

– ou que tem acesso a –

outras fontes de informação e subsídio de opinião

– como a inteinéite –

e que se mantém fiel às suas próprias tendências culturais

– quando as possui –

e é relativamente mais refratária a modismos

– e bundismos –

midiáticos de ultésima hora, ainda constitui uma seleta

– e felizmente heterogênea –

minoria.

A recente pseudo-abundância material formou três gerações de zumbis culturais de uma era onde tudo é perecível e para consumo e descarte imediato das sobras.

São múmias intelectuais desprovidas dos mais elementares fundamentos estéticos.

São as maciças hordas de portadores de surdez tonal plena e irreversível, causada pelo consumo maciço de canabinóides, álcool e outras substâncias por parte de suas progenitoras durante os três primeiros meses em que estavam sendo gestados.

São descerebrados que curtem qualquer bosta, ainda que esta não passe de áurea, distante e onírica promessa sussurrada por um reles e desafinado peido.

KDF