Não xingue humanos de animais… eles podem se ofender! (os animais)

campanha

Instituto ambientalista lança campanha contra insultos especistas

http://veganagente.consciencia.blog.br/instituto-ambientalista-lanca-campanha-contra-insultos-especistas/#.VNv9ztKkpma

Será que isso pega? Bem, quem sabe aos poucos.

A mim, parece ser uma  empreitada de ultralongo prazo À primeira vista, para a maioria que inclui a mim, a causa  pode parecer irrelevante. Se a bandeira da não-exploração especista da imagem  animal for levada adiante, terão de ser suprimidos vários vocábulos de uso  corrente da língua portuguesa, que diga-se de passagem, é falada em 5  continentes: preguiça, por exemplo, apenas principiando a lista,  desconsiderando-se a ordem alfabética. Sem falar que avatares associados a  torcidas e times de futebol também terão de ser totalmente reformulados.

E numa exacerbação futura, numa fase posterior, ninguém mais poderá pagar  “mico”. Ninguém mais poderá ficar “uma arara”. Ninguém poderá ser “forte  como um touro”. As mulheres nunca mais poderão “virar uma onça”. Nenhuma  moça poderá mais ser chamada de “gatinha”, nem nenhum rapaz, de “gatinho”. E  quem irá regulamentar o que é especismo ou exploração animal? No caso, por  exemplo, de marcas registradas, nomes comerciais, toponímicos e demais usos  dos nomes de espécies? “Águia de Ouro”, “Cobra-Coral” “Extrato de tomate  ELEFANTE”…

ninguém poderá mais ser chamado de “garanhão”, por mais  “pegador” que seja, nem poderá dizer que possui um Mustang V8, nem poderá  trocar por um Cougar ou um Puma, pois estes carros também terão de ter seus nomes  substituídos por outros, mais politicamente corretos. Até mesmo o Jeep  sofreria com a nova onda de policiamento correto, pois seu nome se originou  de um personagem animal fictício, surgido nas HQ’s do marinheiro Popeye em 1936,  sendo adotado como nome de modelo de veículo em 1941. Ninguém sequer poderá  mais usar roupas de marca Ecko United, a Duratex terá de escolher outro  símbolo… estas, entre muitas alterações no cotidiano.

Percebo que a Humanidade está se tornando paranoicamente correta.  Definitivamente, os humanos parecem estar regredindo e recrudescendo ao  fundamentalismo puro e simples, vide Estado Islâmico. Sintoma da incerteza e  questionamento das próprias convicções e dogmas, neste século no qual  convenções caem, uma após a outra e se perdem referenciais que até então, eram considerados pétreos e absolutos.

É o pulsar dos tempos. Die Zeitgeist.

KDF

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